Apresentação:
O projeto político – pedagógico do Colégio Gaspar Silveira Martins, constitui-se num instrumento que expressa as diretrizes do processo de ensino aprendizagem, tendo como referencial a sua realidade, a de seus alunos e as expectativas e possibilidades concretas, acreditando na escola como vínculo de educação e sua integração na comunidade em que vive, onde a realização do ser humano está baseada nos princípios e valores cristãos.
É importante salientar que este projeto não tem a preocupação de apresentar soluções definitivas, mas expressa o desejo e o compromisso do grupo que a partir de um processo de trocas e buscas comuns, participa da construção do futuro da comunidade na qual está inserido.
Marco Situacional
Análise da realidade política, social, econômica, religiosa e tecnológica em que nos encontramos a nível de Brasil. Uma análise minuciosa da realidade brasileira reporta-se à reflexão de posturas governamentais, que nos afã de colocar o Brasil entre os países desenvolvidos de potencialidades pela carência de recursos, e ou o seu desvio através de paliativos.
Urge uma reforma política com referenciais baseados em estruturas e estratégias reais brasileiras visando a formação de consciências responsáveis e participantes num processo de construção de uma digna cidadania.
A crise econômica e os conflitos sociais promotores das desigualdades desafiam consciência e posturas, impulsionando-as para ações interativas que partem dos mais variados segmentos sociais e organizados.
A rapidez com que se processa a comunicação e as facilidades que possibilitam a informação repassa pela avaliação das mais diversas camadas sociais, concluindo-se como benesses e privilégios para alguns em detrimento de outros com poder aquisitivo e mínimas condições de aprender de acessar os recursos disponíveis.
Como cristãos brasileiros inquietamos com rápida evolução da tecnologia que invade a privacidade dos valores éticos e morais do cidadão. Vislumbra-se um horizonte de opções ecumênicas para que se vivencie princípios básicos à construção de uma sociedade mais humana, fraterna e solidária.
O aluno atual
O aluno atual com uma gama de dados de informações é questionado, não aceita manipulação de idéias. Às vezes, desmotiva-se pela lentidão com que se processam as mudanças em educação enquanto em outras áreas as transformações são mais rápidas.
O contexto contemporâneo exige do aluno e da sociedade uma adaptação aos recursos que a tecnologia oferece. A expectativa da mudança está na relação direta do desenvolvimento do aprender a aprender e pensar, resignificando projetos de vida através de uma nova ótica.
A Escola que buscamos
A escola como um pólo irradiador de cultura baseia-se em princípios de construção de uma cidadania. Desencadeadora de valores que operacionaliza através de projetos socializantes, promovendo desafios para efetiva participação e engajamento de todos envolvidos com o processo de aprendizagem para seu fim único, a valorização pessoal e humana.
A busca de uma escola ideal que implica:
- Vivência de valores permanentes;
- Formação de um novo homem, com novos valores;
- Acompanhamento do desenvolvimento científico e tecnológico;
- Aliada à pedagogia de projetos;
- Valorizadora de habilidades científicas;
- Integradora, participativa e ética;
- Preparadora para encaminhar os educandos para os desafios do mundo;
- Consciente da responsabilidade de preparar para o mercado de trabalho;
- Relacionada com a prática de princípios cidadãos;
- Priorizadora de ações participativas e autônomas com criatividade e criticidade.
O aluno que queremos para uma nova escola
O aluno contemporâneo, inserido num contexto de múltiplas e constantes mudanças, deve ser preparado com uma visão de perfil que implica:
- Ser agente construtor do conhecimento em perfeita harmonia com seus semelhantes;
- Ser livre e autônomo para criar e recriar os projetos de vida que realmente contemplam a sua expectativa;
- Ser participante, ativo de um processo de aprendizagem com valores emancipatórios;
- Ser consciente dos princípios e relações norteadores da formação de performances definidas por habilidades e competências adequadas ao mundo globalizado.
Marco Operacional
A partir dos referenciais conceptistas de Sociedade, Escola e Homens expressos no marco situacional e doutrinal propomos:
Metas |
Operacionalização |
| Promover a interdisciplinaridade | Realizar reuniões dos professores por série |
| Vivenciar valores | Organizar palestras, seminários, painéis e oficinas com a participação dos pais, alunos e professores |
| Incentivar constantes atualizações e Formação de professores | Participar em eventos educativos com estudos e operacionalização dos referencias de educação. |
| Compatibilizar teoria e prática | Operacionalizar as diversas teorias de aprendizagem em forma de oficinas e produções |
| Desenvolver uma proposta educacional de qualidade | Construir de forma participativa o conhecimento,visando a perfis competentes e qualificadas. |
Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil
Resolução n.º 1/1998 – CNE
Fundamentos norteadores da Proposta Pedagógica da Educação Infantil:
- Princípios éticos de autonomia da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum;
- Princípios políticos dos direitos e deveres de cidadania, do exercício da criticidade e do respeito à ordem Democrática;
- Princípios Estéticos da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade e da diversidade de manifestações Artísticas e Culturais.
Câmara de Educação Básica do CNE
Conforme Diretrizes Curriculares para o Ensino Fundamental:
I – As escolas deverão estabelecer, como norteadores de suas ações pedagógicas:
- Os princípios éticos da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum;
- Os princípios políticos dos direitos e deveres de cidadania, do exercício da criticidade e do respeito à ordem democrática,
C) os princípios estéticos da sensibilidade, da criatividade, e da diversidade de manifestações artísticas e culturais.
II - Ao definir suas propostas pedagógicas, as escolas deverão explicitar o reconhecimento da identidade pessoal de alunos, professores e outros profissionais e a identidade de cada unidade escolar e de seus respectivos sistemas de ensino.
III – As escolas deverão reconhecer que as aprendizagens são constituídas na interação entre os processos de conhecimento, linguagem e afetivos, como conseqüência das relações entre as distintas identidades dos vários participantes do contexto escolarizado, através de ações inter e intra - subjetivas, as diversas experiências de vida dos alunos, professores e demais participantes do ambiente escolar, expressas através de múltiplas formas de diálogo, devem contribuir para a constituição de identidades de afirmativas, persistentes e capazes de protagonizar ações solidárias e autônomas de constituição de conhecimentos e valores indispensáveis à vida cidadã.
Diretrizes Curriculares do Ensino Médio
Resolução n.º 03/1998 – CNE
Art. 4º - As propostas pedagógicas das escolas e os currículos constantes dessas propostas incluirão competências básicas, conteúdos e formas de tratamento dos conteúdos, previstas pelas finalidades do ensino médio estabelecidas pela lei:
I – desenvolvimento da capacidade de aprender e continuar aprendendo, da autonomia intelectual e do pensamento crítico, de modo a ser capaz de prosseguir os estudos e de adaptar-se com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento;
II – constituição de significados socialmente construídos e reconhecidos como verdadeiros sobre o mundo físico e natural, sobre a realidade social e política;
III – compreensão do significado das ciências, das letras e das artes e do processo de transformação da sociedade e da cultura, em especial as do Brasil, de modo a possuir as competências e habilidades necessárias ao exercício da cidadania e do trabalho;
IV - do domínio dos princípios e fundamentos científico - tecnológicos que presidem a produção moderna de bens, serviços e conhecimentos, tanto em seus produtos como em seus processos, de modo a ser capaz de relacionar a teoria com a prática e o desenvolvimento da flexibilidade para novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores;
V – Competência no uso da língua portuguesa, das línguas estrangeiras e outras linguagens contemporâneas como instrumentos de comunicação e como processos de constituição de conhecimento e de exercício de cidadania.
Art. 2º - A organização curricular de cada escola será orientada pelos valores apresentados na lei 9394, a saber:
I – os fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres dos cidadãos, de respeito ao bem comum e a ordem democrática;
II – os que fortaleçam os vínculos da família, os laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca.
Tendência Pedagógica
A prática escolar, tem atrás de si, condicionantes sociopolíticos que configuram diferentes concepções de homem e de sociedade e, consequentemente, diferentes pressupostos sobre o papel da escola, aprendizagem, relações professor – aluno, técnicas pedagógicas e avaliação.
Urge a definição de tendência pedagógica em nossa escola para que as relações interpessoais favoreçam o processo de aprendizagem.
Compatibilizar teoria e prática é meta que vem sendo trabalhada e referenciada há décadas, sem conteúdo viabilizar sucesso total porque exige cumplicidade, comprometimento e engajamento pedagógico.
O momento é de assimilar uma nova tendência que se vincula através do aprender a aprender, construindo saberes a partir de referenciais atualizados que compactuam com um mundo globalizado, mas que centraliza o Ser como agente determinante do conhecimento que busca e encaminha para novos paradigmas educacionais.
Resignificar o conhecimento para descobrir caminhos pessoais, quanto os conteúdos são canais para formação do educando que constrói com senso de valores. É o fazer cotidiano que associado à teoria embasa as relações humanas, transformando a escola em pólo irradiados de cultura.
Avaliação
O processo de avaliação implica o desenvolvimento articulado das competências, habilidades e valores que acompanham o crescimento dos alunos através da interação do grupo, visando à construção de uma cidadania crítica, criativa e autônoma.
A avaliação do aluno é feita de forma global, ampla, múltipla e tem por objetivo verificar o seu desenvolvimento. Este processo emerge do Projeto político - pedagógico e prende viabilizar a competência de todos os alunos para a participação democrática na vida social a fim de exercer a cidadania.
O Colégio Gaspar Silveira Martins utilizará uma ficha de acompanhamento do processo de avaliação, especificando habilidades e competências nos diversos componentes curriculares.
O registro nesta ficha será trimestral, utilizando menções: A (Aprovado), EP (Em Processo), SM (Sem Menção ) em cada habilidade e competência especificada para cada componente curricular. Ao término do período letivo o aluno receberá como resultado A (Aprovado), NA (Não Aprovado).